23 de mar de 2010

Ela.

Ela sentiu todas as milhares de luzes em Paris lentamente se apagarem, sem saber assim para onde andava. Era mais um que se afastava, mais um de muitos outros. Paul, Phil, Derek, Christian. Todos a haviam amado, mas ela não havia amado a nenhum deles. Não era questão de ego, mas sim que ela simplesmente não sentia. Não precisava de compromissos sérios, porque os casuais era suficientes. Não precisava amar porque ser amada, saber que tinha alguem pensando nela, já a aquecia, embora seu coração continuasse gélido. Se perguntou até onde isso poderia ir. Metade deles estavam casados, noivos, ou algo bem perto disso. Se perguntou se haveria algo de errado com ela, mas não conseguiu pensar em nada. Podia vê-lo em todos os cantos da cidade mais romântica do mundo. Estava presente nas mãos dadas, nas luzes, na música, no ar. Apenas ela não o sentia.
Entrou em um bar e pediu qualquer bebida de malte puro, torcendo para somente recobrar consiência quando alguma alma caridosa a acordasse.
Paris I love you, but you're bringing me down
Paris you're perfect, so please don't change a thing
In the neighborhood bars, I'd once dreamed I would drink
Like a death of the heart, Jesus, where do I start?
I'm like a rat in a cage.
Paris, I love you, but you're freaking me out.
Paris, I love you, but you're wasting my time.

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