23 de out de 2010

Em algum lugar do passado...

Acordaram pela manhã de domingo.
-Cadê Conceição?
-Não vi mãe ainda não pai.
-Ela não foi na igreja hoje não?
-Com a gente, não. Parece que já tinha saído.
-Ué, cadê ela então?
-Não sei, deve ter saído pra comprar alguma coisa. Vai ver daqui a pouco deve tar aí.
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-Sua mãe não chegou ainda não?
-Não pai, porque?
- E o almoço? Quero ver quem vai fazer...
-Ela deixou tudo pronto, é só esquentar pai.
-Que será que ela foi arrumar?
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-Gente, cadê Conceição que nunca chega?To ficando preocupado. Dona Maria, você viu Conceição hoje?
-De manhãzinha ela saiu. Só cumprimentei, não sei pra onde foi não.
-Vamos espalhar os vizinhos pra procurar ela. Não tem jeito.
-Precisa não pai. Mãe acabou de virar a esquina, olha ela lá.
-Ué Conceição, que que você foi arrumar? Tava onde? Passa o dia todo fora assim, sem avisar?
Ela ri.
-Iiih, Juvenal, se eu te conto, você não acredita.
-Se eu te conto nada. A senhora vai me contar onde estava agora.
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Minha vó tinha acordado pela manhã, bem cedo, e sozinha, analfabeta, pegou um ônibus de João Monlevade para ir passear no zoológico de Belo Horizonte, largando os 7 filhos e marido em casa, sem se importar nem em deixar recado. Haaa, olha que gracinha ! Dá vontade de trancar em um pote e tirar de vez em quando pra sufocar de amor *Tchela feelings*. Saudades que sinto da minha vó falando que tem ficante, indo pra praia cedinho comigo, se perdendo atrás do trio elétrico. É, acho que algumas coisas não voltam mesmo. Dois anos sem você, e é saudade que não acaba mais. Nem sei com que cara vou pra Piúma nessas férias.

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