25 de nov de 2010

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Olhou para a espingarda de chumbinho, na sua mão. Seus olhos brilharam. Ele costumava olhar com olhos desejosos, os primos e vizinhos mais velhos, que iam sempre caçar pombinhas com os pais. Era coisa de homem. Ele perguntou ao pai se podia ter uma. O pai riu. 'Quando estiver mais velho, quem sabe'. Por anos e anos, ele esperou. Agora ela estava ali, nas mãos dele. E ele mal podia esperar.

Viu um passarinho cantando. Ele mirou. Passarinho parado, bobinho. Sem pensar duas vezes, atirou. Largou a espingarda no chão, e rindo de orelha a orelha, correu até o pássaro. O garoto agachou, e o observou. O bicinho estava quieto. O pegou com carinho nas mãos e se levantou. Derrepente, ele não achou que a brincadeira tinha mais tanta graça assim. O pássaro não se mechia mais. Não cantava mais. Começou a chorar.
'Tainá, me imagina quando eu vi o que que eu tinha feito. Nunca achei uma coisa tão sem graça assim na vida, fiquei todo decepcionado'
Ooooooh dó =3
Parabéns, pai  ^-^


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