10 de jun de 2011

12 de Junho.

Porra vey, desde aquela ultima vez, tanta coisa aconteceu. Acho muito engraçado não te ter mais na minha vida. Surpreendo meus pensamento perguntando cadê você que ainda não veio falar comigo nas noites de sexta e de sábado. Acho que o pior é isso, depois de três anos a pessoa só conseguiu uma coisa: te deixar mal acostumado pra caralho.
Sofrimento desse pra leonina vem em dobro. Sendo as rainhas que somos, precisamos sempre de um súdito para venerar, pra ficar sempre ali no nosso pé, colocando a gente em primeiro lugar, como se fossemos a unica razão da sua existência, a única luz na sua vidinha pacata. Não que espere em alguma coisa em troca: o simples fato deu permitir que você me ame já deve ser o suficiente, não espere honra maior que essa em troca.
Aí de repente, seu súdito mais fiel, o que esteve sempre lá, o que quase nunca se rebelava, resolve ir embora. Não que isso vá me fazer diferença, claro. Você já disse isso quantas vezes? Sempre prometia voltar, e sempre sempre voltou.
Enquanto não volta, procuro outro. Não, esse não. Nem esse. Preciso de um novo. Alguém que eu ainda não conheça, que seja capaz de dizer que precisa de mim o tanto que você precisava, pra preencher parte desse vazio nos meus caprichos, no meu orgulho, nessa minha necessidade de ser tão essencial para alguem que não se preocupe em não receber toda essa devoção de volta. Quem sabe, quando, e se você voltar, volte diferente, forte o bastante para bater o pé em frente minhas exigencias e parar de ser assim tão covarde.

Com um pouco de sorte, pode ser o primeiro bobo da corte a ser coroado. Ia ser tipo, épico.

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