26 de jun de 2011

cold water

As cenas passaram como um flashback na sua cabeça. Ele, desde os nove anos de idade até se formar, sempre passava os verões em um acampamento de esportistas. Um acampamento de caça-talentos, famoso por lançar atletas a nível olímpico, baseado em regras de concentração e muito treino. Às vésperas de seu seu penúltimo ano, a conheceu. Ela, na época, tinha apenas treze anos. Ele nunca a tinha visto antes ali, e ela imdiatamente chamou sua atenção. Talvez pelos cabelos ruivo quase mel nas pontas, suas sardas pequenas e olhos verdes cintilantes. Ele a observava, ela treinava todas as tardes, desde depois do almoço até a piscina fechar. Nunca se cansava, e nunca se deu conta de que ele ficava ali. ‘É filha do diretor. Sua mãe morreu uns 5 meses atrás.' Um de seus amigos o tinha informado, quando percebeu que ele a observava treinar. 'Ela nunca foi de gostar dos esportes, mas agora está assim. Desiste cara, é problema na certa.’ Mas com o passar dos dois verões consecutivos ficaram bem próximos. Até que tiveram que se despedir. Ele tinha se formado e iria embora da Califórnia. Ia para a França. Largar o tênis e ir cozinhar. Era o que ele queria. ‘Não quero me despedir de você normalmente. Tem que ser épico.’ Ela havia alertado a ele dias antes, sorrindo, com o sol batendo nos olhos. Ele não tinha pensado em nnenhuma ideia até o ultimo momento. Agora lembrava como se fosse hoje. Lembrava dele chegando na casa principal do diretor, onde não estivera mais de cinco vezes, e ela perto da piscina, que dava para um penhasco, o azul da piscina se fundindo com o azul do mar lá embaixo. Uma vista perfeita da costa. Lembrava do sorriso triste dela, olhando para ele, com a mala ao seu lado, com uma blusa e uma saia de alguma cor tropical. A única coisa que ele queria era limpar os pensamentos da cabeça dela. Como um espasmo, ele correu até ela. A abraçou e a lenvantou, mesmo sem parar de correr. ’O que você está fazendo?’ ela gritou. ’Tampe o nariz.’, ele disse simplesmente. Ela esperava que ele parasse, mas ele não parou. Foi até a beirada e e pulou. Pulou, agarrado a ela, do penhasco, e ela gritando, ali, agarrada com ele, misturado adrenalina com saudade, ele, grande, aninhando-a nos seus braços, sentindo seus pulsos exageradamente magros e os ossos de suas costas. Ela gritava, sentindo o frio na sua barriga, mas não teve medo. Os pensamentos desapareceram de sua mente e ela se sentiu livre, feliz. Sentiram a água gelada do mar envolve-los. Agora ele sentia umas poucas e pequenas gotas de uma água igualmente gelada escorrerem pelo corpo, o sol entrando pela janela do banheiro. Ele fechou o chuveiro. Tinha dois anos que a não a via, e sentia o mesmo tipo de adrenalina percorrer seu corpo de novo. Secou o cabelo, amarrou a toalha no quadril. Ouviu seu celular vibrar. Mensagem. ‘Oi, estou aqui em baixo, abre aí.’ Droga, tinha sido enviada quinze minutos atrás.

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