3 de nov de 2011

Ele e o outro.

Ela ria com ele. Se divertia e não tinha preocupações. Os pequenos detalhes dele a agradavam. O jeito de tocar, o modo de falar e de olhar. A faziam flutuar para bem longe. Ela adorava seu jeito despreocupado. ele se parecia com ela. Muito. Tinham muito em comum. Uma dúzia de músicas infames e muita adrenalina. Vontade de conquistar tudo de melhor no mundo a acreditarem que são dignos disso. Paixão pelo mesmo tipo de estilo de vida. Adoravam a liberdade, festas e música alta. Queriam ir pros EUA e fazer muito dinheiro. Queriam pegar o carro e ir embora para outro lugar. Iam pro lugar mais alto da cidade. Cuidavam bem da aparência. Amigos e bebida faziam sua felicidade. Aproveitavam o agora. Não precisavam falar, porque faziam. Ele era intenso, efusivo e determinado. Malhava. Transbordava vida e animação.
Com o outro era diferente. Tudo era parado. Palavras demais, atitudes de menos. E muita frustração. Ele gostava da familia, de ficar em casa. Passava tempo demais trabalhando. Não dava toda atenção. A tinha feito rir há muito tempo no passado. Não gostava de grandes multidões, nem de amigos demais, nem de festas demais,. Tudo para ele era menos, sempre menos. Música baixa, ficar em casa, ver um filme. Não jantava fora. Era paciente, calmo e dramático. Tudo com ele era complicado. Nunca terminava de falar o que começava. Não era obejtivo. Contava coisas ruins para ela, e mesmo assim ela continuava a sentir que não conhecia nada sobre ele. Não se interessava em conhecer as amigas dela. Sempre falava sobre o quanto a queria perto dele, mas nunca fez nada. E a fazia raiva. Raiva dela não querer saber dele, ouvir o nome dele nem falar com ele.
Ele nunca a prometeu nada, e sempre a deu de tudo. O outro a prometia de tudo, mas nunca lhe deu nada. Só muita decepção.

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