12 de dez de 2011

aqui tá o meu drama.

Uma música lenta entoou, e a voz de Vale irrompeu nos alto-falantes.
-Atenção galera! Essas são as últimas músicas, essa vai para os casais, é a útima noite de nossas vidas colegiais. Gostaríamos de um grande aplauso á todos os professores, sem vocês, nãos estaríamos aqui hoje, e um grande apluso a todos nós, que estudamos durante anos –ou não – disse ela, lançando um olhar furioso ao Alex- e finalmente estamos nos formando e nos tornando alguém na vida. Ou quase isso, já que só temos 17 e seremos só calouros na faculdade. Aproveitem! – todo o salão irrompeu em risinhos e muitos aplausos.
-Emily, vc sabe que é minha ultima noite em Santiago não é?- Disse Zach, enquanto dançava uma música lenta com ela no enorme salão do colégio. Ela estava com o cabelo preso com vários pontos-de-luz, e um vestido azul longo tomara-que-caia, com os ombros nus, tão linda que não havia como ele não lembrá-la disso.
-Zach, não me lembre disso – disse ela, olhando-o nos olhos. Apertou um pouco suas mãos nos ombros dele, sem nem perceber. Ela desviou seus olhos rapidamente para baixo
-Hey, tudo bem Em, me desculpe, não devia ter falado isso agora. - ele achou melhor se desculpar, levantou o queixo da garota com seu indicador, e viu que os olhos dela já estavam marejados de lágrimas. Eles não queriam que essa noite terminasse como uma separação triste, mas sim como uma noite que os dois lembrariam, não importasse quanto tempo passasse. - Diga Emi. As três palavras. – Emilia riu de leve, comprimiu os lábios e depois os relaxou.
-Eu te amo Zach. –e abriu um sorriso. Ele deu uma curta risada parecia se divertir com a situação. - Vaai, agora é sua vez. - Ele encostou sua testa na dela e disse.
-Eu te amo Emily
-... E eu quero que essa noite seja especial. – disse ela, completando-o. Ele ficou sério, havia entendido o que ela quis dizer. Aproximou o seu rosto e beijou-a.
Interrompeu o beijo, pegou-a pela mão e atravessou o salão, parecia que metade dos alunos já haviam saído. Levou-a para dentro de uma sala, fechou a porta e trancou-a por dentro, não queria ser interrompido. Emily sorriu ao ver que ele tinha a chave.
-Quer dizer que você já esperava por isso? Para ter a chave...
-Aah, Em, eu só sou precavido. –lançou um sorriso malandro. Em foi encostada na parede. Sentia as mãos de Zico na sua nuca, puxando-a como que não quisesse perder um milésimo de segundo daquele beijo. Ele puxou um grampo de seu cabelo, que caiu totalmente em suas costas, os pontos-de-luz tintilhando no chão. Ele demorou pouco para achar o zíper do vestido dela, e desceu-o. Isso não era justo. Só havia o vestido no caminho dele. Era só eliminá-lo e pronto, ela estava só de calcinha e sutiã. Não era justo. Ela sentiu as mãos frias dele nas suas coxas de pele quente, arrepiando instantaneamente. Ele a levantou um pouco e a sentou na mesa do professor de frente para ele, que continuava de pé. Ela baixou-se um pouco e começou a beijar seu pescoço, enquanto ele apreciava a vista á sua frente. Ela costumava ser uma boa menina, mas quando estava com ele perdia a linha. Como se fosse difícil. Quem não perderia? As mãos dele agora deslisavam por suas coxas, puxando-as para mais perto dele. Ele fechou os olhos, deliciando-se com os lábios dela que continuavam em seu pescoço. Ela tirou o palitó de seu smoking, e agora o beijava nos lábios desabotoando sua camisa. Eles pararam e olharam um ao outro nos olhos. A camisa dele, desabotoada, caiu no chão. Ela passou a mão pelo peitoral dele, descendo até desabotoar o cinto. Ela arredou mais para frente, ainda sentada na mesa e o puxou pela calça para perto dela . Agora ele podia colocar as mãos em suas costas. Ela lentamente se aproximou perto dele, recomeçando o que pararam beijando-o. Ele subiu as mãos e desabotoou o sutiã dela.
Ela estava certa do que estava fazendo. Zach iria fazer faculdade na Argentina, porque as de lá eram melhores para o curso que escolhera. Ficaria lá por quatro anos. Não havia contado á ela até que tivera certeza que havia passado. Eles tinham decidido por encerrar o namoro assim que formassem. Eram crescidos o suficiente para ter consciência que é quase impossível manter um namoro á distancia, principalmente quando se era tão jovem. Se ela queria ser dele, ela só tinha aquela noite. Era naquela noite ou nunca. E era melhor que fosse.

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