29 de dez de 2011

feels good.

As cenas passaram como um flashback na sua cabeça. Ele, desde os nove até se formar, sempre passava os verões no acampamento de esportistas. Um acampamento de caça-talentos, famoso por lançar atletas a nível de olimpíadas. Às vésperas de seu seu penúltimo ano, a conheceu. Ela, na época, tinha apenas catorze. Ele nunca a tinha visto antes, e ela imediatamente chamou atenção. Ela treinava todas as tardes, depois do almço até a piscina fechar. Nunca se cansava. ‘É filha do diretor. Sua mãe morreu uns 5 meses atrás. Ela nunca foi de gostar dos esportes, mas agora está assim.’ Ficaram bem próximos, até que, em seu ultimo dia de verão, tiveram que se despedir. Ele iria embora da Califórnia para a França. Agora, não a via há mais de dois anos.‘Não quero me despedir de você normalmente. Tem que ser épico.’ Ela havia alertado a ele. Na hora de dizer adeus, ele foi até a casa dela. A viu perto da área da piscina. Era uma área aberta, dando para um precipício com o mar lá embaixo. Uma vista de tirar o fôlego. Com um estalo, teve a perfeita ideia: correu até ela, a abraçou e a levantou, mesmo sem parar de correr. 'O que você está fazendo?' ela gritou. 'Tampe o nariz.' Correu até a beirada e pulou. Pulou, agarrado a ela, do precípicio, e gritando, ali, juntos, misturado adrenalina com saudade,sentiram a água gelada do mar envolve-los.  Ele fechou o chuveiro.  Secou o cabelo, amarrou a toalha no quadril. Ouviu seu celular vibrar. Mensagem. ‘Oi, estou aqui em baixo, abre aí.’ Droga, tinha sido enviada quinze minutos atrás.
Ele desceu no elevador, chegando no lobby do prédio e viu um pequeno aglomerado com umas 8 pessoas. Não foi difícil descobrir o motivo do alvoroço, no meio, estava Niki, desacordada, as bochechas brancas. Ele se abaixou, ouvindo uma garota que estava ao lado de Niki falar, e concluiu que era provavelmente amiga dela. Ele estava meio acostumado. No acampamentos ela sempre aparecia, comia no almoço e treinava até tarde da noite. Ele havia presenciado ela desmaiar algumas vezes depois dos treinos, a pressão baixa. Ela não tinha limites. Pediu água gelada.
-Não sei, ela só desmaiou.- disse a provavelmente-amiga para o porteiro.
-É, eu sei. Ela comeu hoje?- a amiga se perguntou se ele a pergunta dele era dirigida a ela, já que ele não desviou os olhos na direção dela. 
-Sim, almoçamos menos de uma hora atrás.- ela piscou os olhos, enquanto ele pegava um pouco da água gelada que o porteiro tinha pegado, e molhava a nuca e a testa de Niki.  Niki estava acordando. Abriu os olhos lentamente, e sorriu ao vê-lo.
-Brandon. Oi. –e riu. As pessoas, quando perceberam que ela estava acordada e agora bem acompanhada logo se disperçaram.
Ele a ajudou a se sentar, colocando o copo dágua na mão dela. Ela bebeu.
-Como você está?- ele perguntou.
-Estou bem. Deve ser o calor.- Niki se desculpou normalmente, como se desmaiasse todo dia. Ele parecia acostumado a ver Niki passando mal do nada. A amiga dela, porem, parecia que não.
Niki se levantou. Quem a olhasse, não acharia que um minuto atrás estava desmaiada, com as bochechas levemente rosadas, o sangue voltando a circular novamente. Se despediu da sua amiga. Brandon também agradeceu á garota. Ele passou o braço pelo ombro de Niki, levando-a apara o elevador.

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