29 de dez de 2011

tastes good.

-E como está o capitão?- O pai de Niki, diretor do acampamento tinha sido capitão de um time de basquete universitário que tinha chegado à liga principal. Mesmo que depois de ter mudado de ramo para o acampamento e agora só andasse de terno, ainda gostava de ser chamado assim. O capitão sempre que tinha a oportunidade lamentavava que Brandon tivesse largado o esporte ‘Cozinhar? Que desperdício, meu garoto! De fato um pecado abandonar tanto talento!’
-Não sei, briguei com meu pai. Ele só sabe dizer que tenho que estudar, que tenho que estudar. Não quero nada disso.- ela não parecia muito animada para esse assunto, parecia quase destraída.- Ele serviu a macarronada, colocando o molho por cima.
 -Aaaaah, você me distrai, quase esqueço, e a culpa ia ser sua! Não imagina o que eu trouxe.- ela abriu a bolsa que estava largada ao seu lado com agilidade  e tirou uma agulha de insulina. Ele olhou, incrédulo, meio sério mas ao mesmo tempo sereno. Ela apoiou as mão na bancada. Assitiu ele peparar a inulina em silêncio, sem olhar diretamente para ele. Ele levantou um pouco a blusa dela, expondo a barriga malhada de tanta natação. Ele pousou as mãos leves e deu a agulhada. Levantando os olhos para os dela. Ela levava um sorriso doce, também sereno. Ele fez carinho na barriga dela, e deu um tapinha carinhoso como quem diz ‘pronto’ e  descendo a blusa. Olhou para a alcinha da blusa dela, com os ossos da clavícula expostos.
-Você está magra demais. -Ele disse, sério. Ela não sorria mais.
-Você não gosta?- Ela perguntou com a voz baixa, mesmo que não estivesse falhando. Ele baixou os olhos, ela se perguntando porque ele fez isso. Sempre odiava.
-Você tem que comer mais.- E a olhou novamente, apoiando uma das mãos também na bancada, ao lado da coxa dela.
-Não quero comer. Gosto de comer só o que você faz.
-Então promete que vai comer tudo o que eu cozinhar?’
-Cozinhe pra sempre, só pra mim.

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