17 de fev de 2013

Blair Waldorf's dossier

Blair Waldorf é uma sonhadora. Ela cresceu em uma família tradicional do Upper East Side, e isso quer dizer que ela nunca ouviu um 'não' na vida. Por isso, ela acredita que é capaz de ter tudo o que quiser. E ela sabe o que quer: perfeição. O namorado, a vida acadêmica, o círculo social, a família, tudo tem que ser perfeito.

Mas a sua família não é perfeita: em uma rixa com a balança, Blair descobre em sua mãe uma inimiga, e nisso ela fica bulímica. Como se não fosse suficiente, ela vê a mãe como responsável por separar Blair de seu pai quando se divorcia dele. A partir desse momento ela percebe que ela vai ter que tomar o controle porque esse é o filme da vida dela, e ela não pode ser só a estrela principal, mas tem que ser também a diretora. Daí vem a palavra que a descreve: realeza. Ela é a rainha e todo o resto existe apenas para servi-la. Mais do que isso, eles deveriam agradecê-la por terem essa oportunidade, porque não é qualquer um que é capaz de servir a realeza. 'Not everyone wants to be Blair Waldorf.' 'Not everyone CAN BE !' Se o que ela quer é a perfeição, todos tem seus papéis e falas a serem seguidas para ser personagens desse filme, e qualquer coisa que saia do roteiro original a irrita.

Nate era a síntese do namorado perfeito; era bonito, cobiçado, e tradicional do Upper East Side. Sem falar que desde criancinhas ele e Blair namoravam. Se ela tinha uma certeza na vida, era que ele era o único homem da vida dela, e era com ele com quem ela ia casar. 'I love you Nate Archibald, always have, always will.' Claro que tinha havido aquele incidente com Serena, mas ela e Nate estavam destinados a ficarem juntos. Sendo assim ele iria implorar desculpas, nunca mais falar com Serena e passar o famoso anel de família dele para Blair. Mas não foi isso que Nate fez. Ele queria terminar. Nate era mais um que não concordava em seguir o roteiro da vida perfeita de Blair. E pior ainda, dessa vez ela não reage porque o que passa na cabeça dela não é gritar com Nate ou chantagiá-lo como ela normalmente faria. Ela fica decepcionada consigo mesma porque mesmo fazendo sua parte ela fracassou. Pela primeira vez ela percebe que não tem como obrigar todos os personagens a seguirem seus papéis. Para Serena, tudo -ou pelo menos a parte 'Nate'- tinha dado certo, e diferente de Blair, ela nunca tentava. Então pela primeira vez, Blair pensa em jogar tudo pro alto e fazer o que dá na telha, como a Serena faz. Como se uma oração fosse ouvida dos céus, o diabo foi enviado. Nesse momento, Chuck aparece.

Chuck era um amigo. Ele era um igual a ela: eram os mais ardilosos, os mais manipuladores. Diferente de Nate e Serena, eles não apenas detêm o poder; eles tem consciência dele e sabem como usá-lo. E gostam disso. Resumindo, nenhum plano que envolva Blair e Chuck é capaz de falhar. Por outro lado, Chuck era asqueroso mas levava em conta a opnião dela. Não foi a toa que ele pediu a ela -não a Nate, seu melhor amigo- aprovação da boate Victrola antes de apresentá-la a seu pai. E Blair aprovou a ideia do Chuck. Mal sabia o Chuck que umas horas depois, no mesmo dia, era ele quem estaria aprovando uma ideia de Blair.

E então ali estava ela, a Blair neurótica, controlada, perfeita aluna e filhinha (ou pior -Blair's Bear-) do papai com um pouco de champagne rodando na cabeça se soltando e rebelando com tudo o que ela tinha representado até aquele momento. A partir desse momento, ele conhecia um lado da 'Blair só para convidados', e ele era o único convidado.

Blair era um legado de Yale. Isso significa que se o avô dela foi um bulldog, e o pai dela também, o lugar dela em Yale era garantido. Quando criança, ela dormia com o moletom de Yale até que ele rasgasse de tão velho. Quanto à Yale, Blair acaba fazendo uma auto-sabotagem. A manipulação e o poder, que eram suas armas para conseguir o que ela queria acabam tirando Yale dela.

Blair Waldorf é uma sonhadora. Mas tambêm tem pé no chão. Ela sabe que o mundo não existe pra atender suas expectativas, mas nada contra a corrente mesmo assim. Afinal, quem é o mundo perto de Blair? 'People don't tell who you are, you tell them'. Hoje ela não tem a família perfeita, mas tem um pai, uma mãe, dois padastros e não é inimiga de nenhum deles.  Ela não tem Yale, tem a Waldorf Designs, que a própria mãe a confiou nas mãos dela. Ela não tem seu namorado perfeito: ela tem Chuck Bass. No fim nada, nada, nada está do jeito que Blair planejou. Mas ainda assim, tudo está perfeito.

E como o livro bem a descreve 'Ela era mimada, mas não preguiçosa. Ela sabia o que queria e, como acreditava completamente que podia ter tudo o que quisesse se tentasse com bastante afinco, ela nunca parava de tentar.' 

Um comentário:

Anônimo disse...

❤️❤️❤️❤️❤️❤️ Gossip Girl
Ed Westwick ❤️❤️❤️ Marido