3 de jul de 2013

Bitching my way to the top

Sabe, tinha um pouco mais de uma semana que eu estava meio bolada com umas coisas aí. Aconteceram algumas coisas que me fizeram parar e refletir sobre como eu teria -teoricamente- mudado. Eu sou uma Effy Stonem, e também um Blair Waldorf. Isso implica que eu sou determinada e vou atrás do que eu quero. Também implica que sou egoísta mesquinha, e que as regras funcionam para mim diferente do que pra todo mundo. Isso também significa que perder, ou deixar que as coisas aconteçam como eu não quero também não é uma opção. Implica também, mais do que tudo, em liberdade como palavra-chave. Há dois anos atrás eu era a síntese disso. Era festa em plena quarta feira, era zero de responsabilidades ou de compromissos, e tudo acontecia do jeito que eu queria. Era só felicidade. Agora, e pelos próximos seis meses, a minha vida está se resumindo em acordar -> ir pra faculdade -> ir pro trabalho -> dormir. Isso quer dizer que muitas coisas na vida perderam espaço, e que minha personalidade também se perdeu nessa rotina. É  como se tudo que eu sempre odiasse, todo tipo de compromissos, de vida cheia de rotinas, da mesmice de cada dia tivesse engolido toda minha personalidade e senso de liberdade e cuspido fora. Se a Tainá de dois anos atrás olhasse para a Tainá de hoje, ela ia rir da cara dela e chamar ela de troxa. É como se eu de repente parasse de mandar nas coisas, pra deixar as coisas mandarem em mim. Como se tudo que eu sempre gostei e idolatrei em mim mesma deixasse de existir para ficar tudo sem graça e comum, tudo que eu sempre desprezei. Como se a minha vida de hoje já não tivesse mais espaço pra Tainá de antes. Eu demorei um tempo pra entrar nessa bad, e ainda mais um tempo presa dentro dela.
Por coincidencia ou não, Ontem chegou o último de todos os episódios da Effy. Se você não conhece, Skins trabalha com a ultima fase da adolescência pura (dos 16 aos 18 anos). Esse especial é filmado e acontece 3 anos depois, e mostra o início da vida adulta. Ela veste bem mais adulta, e usa saltos, trabalhando dentro de uma agência de investimentos na bolsa. Ela se empenha no trabalho, e faz de tudo pra aprender e crescer na sua carreira. Interessante, muito diferente da Effy do passado, não é? É. Aí você vê ela usando um menino inocente que conha com ela pra conseguir informações internas, e vê que ela só estava fazendo essas coisas pra ganhar a confiança do chefe e transar com ele. Depois disso, ela se sente confortável pra até se vestir como ela mesma: muita renda e zero de salto.
Isso me fez reavaliar muitas coisas. A primeira delas é uma das principais regras da minha vida: se você está infeliz não existe ninguem mais que você pode culpar, a não ser você mesmo. E daí se eu trabalho e estudo e quase não sobra tempo? tem que ser feito, oras. Agora, vou colocar a culpa do sumisso da minha personalidade nisso? Por favor filha, se as coisas não estão acontecendo isso é simplesmente porque você não está fazendo-as acontecerem. A segunda coisa é que fui eu quem escolhi. Eu escolhi trabalhar, pra poder juntar o meu dinheiro pra poder gastar ele do jeito que eu quiser pro meu intercambio da espanha. E terceiro, e mais importante de tudo, eu esqueci de pensar na recompensa. Ok que agora tá tudo preto e branco e sem graça e deprimente. Mas e a a partir do ano que vem? Que eu vou ter meus dinheiros pra gastar na espanha?  Eu vou transformar todos esses dinheiros em risadas, bebidas e gatos gringos e ninguem vai poder falar um A pq vou ser eu quem vou pagar. Vai existir limites para essa liberdade?? A Tainá do ano que vem vai rir da cara da Tainá de hoje sim, mas da de 2 anos atrás tambem.
A verdade é que no fim, todas temos nossos altos e baixos. Tanto a Blair, quanto a Effy, quanto eu. Não importa o quanto somos -ou acreditemos que somos- invencíveis, ou o quanto as coisas sempre dêem certo -ou acreditamos que dêem- para nós, a vida sempre vai testar nossos limites (ainda mais para nós, que não temos limites ;D). Pode até acontecer que minha vida nunca mais seja a mesma de dois anos atrás, mas eu vou ser sempre a mesma Tainá. Você só tem que se lembrar de quem você é, não importa o quê.
E eu agradeço muito que eu tenha a Blair e a Effy -duas teimosas de personalidade forte, como eu- para sempre me lembrarem disso.

3 comentários:

gabi disse...

Taináaaaa,faz essa TAG aqui
http://mintpeppersalt.blogspot.com.br/2013/08/1-selo-liebster-award-tag.html
te indiquei ;)

Aparício Apolônio disse...

Que cousa. Não demorou muito pra acontecer, metaforicamente, aquilo que estavam prevendo para você no post da Friendzone: você chegar aos 30 mulamba, de peitos e bunda caídos e deprimida porque até a falsa sensação de poder que obtinha colocando otários na friendzone foi embora.

Legal que daqui a pouco você vai ter grana pra colocar otários espanhóis na friendzone. Mas depois disso, você vai precisar ir atrás de otários noruegueses, depois turcos, depois japoneses, etc. Efeito bola de neve, como acontece com os melhores crackudos. E o que vai fazer quando não tiver mais nenhum pra fazer o seu joguinho - não porque não existam mais otários, mas porque você vai estar rodada e acabada demais pra ter cacife no jogo?

Se você acha que vendeu a sua integridade agora, espera mais uns cinco anos, até a redoma de proteção ideológica onde você foi criada tiver se rompido completamente e você se vir no mundo real com uma mão na frente e outra atrás. Vamos ver então o quanto você vai achar engraçado usar pessoas e seus sentimentos como joguetes e fazer piadinha disso nas interwebz.

Vadia pode achar que está por cima o quanto quiser, mas nenhuma vence o tempo. Não vai ser você o floquinho de neve especial que vai vencer. Quando as coisas mudarem e você perceber que o "poder" que te permitia brincar com coisa séria era só circunstancial, ao mesmo tempo os homens em que você pisou vão estar exatamente entrando na fase de paz espiritual que mulheres poderiam desfrutar junto, se não fossem tão babacas. E você talvez seja então o exemplo de mulher bem-sucedida moderna pós-feminista, presidente da sua própria empresa e mandando em 200 subordinados homens e o caralho a 4. Mas exatamente como acontece com todas essas mulheres exemplares, vai estar se remoendo com os mesmos mimimis desse post aí, enquanto que os seus subordinados vão ter encontrado - não em mulher, mas na reserva de energia moral e psíquica masculina - a paz interior que eu mencionei.

E ironicamente, o que mais faz crescer essa energia é justamente o desprezo e o sofrimento que homem passa na mão de mulheres por ser "carente", "tímido" e coisas do tipo que você escreveu nas respostas lá do outro post. Esse cara é o santo graal, mas como é tosco e mal-acabado, ninguém dá uma merreca por ele. (Vide Indiana Jones e o Templo da Perdição para entender a referência.)

Enfim, me perdoe a honestidade, mas estou bêbado e etc. Mas é minha sincera opinião que vadias como você não só arruínam a vida de homens, como as suas próprias, ao serem burras demais para olhar além da superfície e escrotas demais para se orgulharem da própria burrice, em vez de procurar remediá-la. Beijo na bundinha.

Tainá disse...

Aparício Apolônio
aham... agora me conta: o que que ESSE POST tem a ver com o DA FRIENDZONE ????

em um eu falo de TRABALHO, no outro eu falo de RELACIONAMENTO.... então sério, não vi a ligação.