29 de jan de 2014

oh my, i can't even....










Esse é um trecho do capítulo 71 de Nana. A intenção era fazer um post com 'os 5 -ou 10- momentos de Nana que mais me fazem passar mal'. Eu tenho reações diferentes com as coisas, sabe. Com The Middle, eu fico com aquele sorriso bobo e os olhos marejados, com Girls eu tenho reações bipolares, com Gossip Girl eu grito como uma fan-girl histérica (sério, dá até vergonha de ver). Com Nana, por outro lado, eu passo mal. Eu sinto um frio e um vazio no estômago, um inicio de um infarto e uma mão esmagando meu coração enquanto leio as histórias da cruel -porque não existe outra palavra para o que essa mulher faz com a gente- Ai Yazawa. Enfim, a ideia de fazer esse post era exatamente colocar esse trecho como o momento número 1. Desisti porque todos os outros 9 momentos ficariam meio sem nexo porque apesar de eu realmente passar mal com vários -vários mesmo- momentos da história (tipo capitulo 17,18 do anime, que eu assisto praticamente sem respirar), eu não saberia definir uma ordem. 
Eu só tinha um certeza: nenhum dos outros me causava tanto impacto como esse. É uma baita de uma surpresa pra mim, ser uma cena com justo esses dois. Os personagens no trecho são os dois que eu mais odeio na história -e olha que eu odeio quase que todos os personagens-. O Takumi não é nada além do homem mais desprezível -real ou ficticio- da face dessa terra. Perdi a conta de quantas vezes eu arremessei o mangá do outro lado do quarto por causa dele. A Reira também é uma das mais desprezíveis, sofrendo com a solidão e sendo ultra-carente ao ponto de se apaixonar com qualquer cara que se aproxime dela - na lista Takumi, Shin e Yasu-. 
Para quem não conhece Nana, a Reira é vocalista de uma banda na qual o Takumi é baterista e produtor. Ela foi a primeira pessoa que se aproximou do Takumi na infância, sendo que na época ele sofria com a mãe doente e o pai bêbado. Nessas horas, a Reira fazia o que nasceu para fazer: cantar.  Perto da adolescência Takumi pega gosto pela música e decide fazer uma banda com a Reira porque 'ele é o único na face da terra capaz de explorar todo o potencial da voz dela'. Para ele, a Reira é idealizada. Ela é o anjo, o porto seguro, a inocência, o intocável.  Apesar de saber o tanto que ela o ama, ele decide ignorar. Ele acredita que não é digno dela, que ele não passa de um verme, que ele totalmente não presta, é um homem desprezível e só ia fazê-la sofrer ou transformá-la em uma pessoa tão podre por dentro quanto ele (Cá entre nós, ele tá certíssimo!!!). Depois de tanto sofrer com o processo do casamento do Takumi, a Reira sucumbe. Não é novidade, já que ela já tinha investido outras vezes nele. A diferença é que dessa vez ele de repente cede. Não sei exatamente por quê. Provavelmente só 'deu na telha' e pronto. Ela é tão solitária e carente que preferiria viver a vida sendo infeliz, estuprada, chifrada e humilhada por ele do que viver sem ele.
Provavelmente deve existir um motivo bem paranormal para essa cena -com os dois personagens que eu mais odeio, e em uma situação por si só bem desprezível- mexer tanto comigo.


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